PLICASGA

:: Primeira Liga Contra o Abuso Sexual das Galinhas - Por uma Galinha mais feliz

20 abril 2007

Dedo no ....


Hoje acordei com uma daquelas sensações estranhas, sensações estas que nos fazem lembrar pequenos episódios de infância que estavam adormecidos na nossa alembradura.

Ora bem, estão a imaginar aquela sensação de um gajo acordar e pensar assim, porra, eu vi mesmo aquilo quando era puto? Bolas, não admira nada então que esteja a escrever para o blogue da plicasga, …depois de um trauma desses! Não que o blogue seja uma coisa irrelevante e sem sentido (nã), longe de mim pensar em tal coisa. Eu que sempre fui um acérrimo defensor do ser galináceo.

Pois passo a resumir o sucedido já há muitos anos atrás, e que hoje ao acordar me veio de novo à alembradura. Tal e qual uma alma penada que nos aparece à frente e diz BHUUUUU.

Era uma vez uma criança, eu. Era duas vezes uma avó, a minha. Era três vezes uma granja, a das galinhas. Um belo dia essa avó diz assim ao neto:

- Então netinho queres ir com a avó tratar das galinhas?

Ora puto que é puto, quando lhe perguntam queres ir, já lá está. O mesmo sucedeu comigo.

A coisa até foi divertida, a velhota levava o balde do milho, eu ia atrás a cantar, muito bem calado e entretanto a velhota diz assim:

- Queres dar papinha às galinhas?

E um gajo pensa de si para ele mesmo: Dar comida às galinhas é capaz de não ser uma coisa má de todo, pega-se no milho, manda-se milho às galinhas, elas comem, nada de mais. Pois bem foi o que eu fiz, enquanto a minha avó se esgueirava para o canto da capoeira, levantava umas caixas e dali tirava uns quantos ovos pa fazer um bolo para o puto (eu). Até aqui tudo genial. O puto deu comida às galinhas, até foi coisa divertida por incrível que pareça e ainda leva uns ovos para casa para comer um bolito….nada mau.

É de referir que se fosse hoje me recusava terminantemente a roubar o ovo à pobre galinha, ela que teve de dilatar a sua cloaca para o trazer ao mundo, com casca e tudo (o que só pode doer).

Ora continuando a história, quando pensava eu que ia para casa ajudar a fazer um bolo daqueles que só as avós sabem fazer. Não é que a velhota me diz assim:

- Espera aí que vou ver se as galinhas têm ovo!

Hélá…a avó vai ver se as galinhas têm ovo? Bolas isso é de génio, tenho de ver como se faz essa coisa. É daquelas coisas que quando se ouvem, dá que pensar, ai dá, dá. Então um gajo que sabe ver se as galinhas têm ovo deve ganhar para cima de um dinheirão aí em qualquer aviário (pensei eu, ou não…sei lá agora).

Pois bem, esperei um bocadito, a velhota pega numa galinha e eu vejo uma daquelas coisas que nunca se hão-de esquecer para o resto da vida.

Ela afaga-a (até aqui tudo bem), mete a coitada de cabeça para baixo (neste momento já se ouviu um Buock, bok…bok…bok), e……..suspense……imaginem uma musica de fundo…….não é que a sacana da mulher me estica um dedo bem hirto e cheio de genica e o enfia pelo cu da galinha de tal maneira que a coitadita até fica de olhos esbugalhados.

Foi uma confusão, a galinha a tentar fugir, a cacarejar e a estrebuchar por todo o lado, a minha avó insistia com o dedo bem enfiado naquela zona chata de se enfiar um dedo, e eu, o puto, ali a olhar com uma daquelas caras que só poderia transparecer alguma coisa como…..F***-se, ainda bem que não sou galinha.

Pois isto passou-se de galinha em galinha, comigo cada vez mais incrédulo e dando graças a Deus por não ser um daqueles seres ostracisados, tenho até a sensação que até o galo marchou. Têm de dar o desconto à velhota, ela já via mal, e cu de galinha que é cu de galinha, pelos vistos é para levar com dedo.

É de referir que tudo isto se passou a sangue frio, ou seja, sem sequer uma pitadinha de vaselina. O que neste caso devia de dar um jeitão, principalmente à galinha.

Ao que parece quem ficou muito chateado foi o galo, parece que cacarejou numa conversa informal, daquelas que se têm com qualquer colega de copos, que tinha ficado muito triste. Não pelo dedo no cu, porque isso…..pronto. Mas sim pelo facto de nem ter recebido uma cartita de amor, um singelo postal no dia dos namorados ou mesmo uma beijoca no seu bico liso e atraente. Parece que estava triste de ter sido, assim usado e abandonado logo de seguida, algo que nunca pensou poder acontecer a quem exibia tão distinta e emproada crista, a quem transmitia tal sexappeal que nunca nenhuma galinha lhe tinha resistido.

Pois bem o caso passou-se, eu fui para casa com a avó e ao que parece isto marcou de tal forma a minha vida que nunca mais fui o mesmo, ao que parece fui crescendo e ficando com mais pêlos, dizem por aí.

Mas, e para completar este monologo, tenho ainda a informar os acérrimos leitores deste blog (todos os dois), que já estava eu em casa, quando a velhota me diz assim:

- Pois! Nem tava mau! Pelo que me pareceu, só uma galinha não tinha ovo!

E pensei eu:

-Pudera….era o galo…..dassssse….mau era se tivesse, coitado do bicho.

Lição de vida:

Se um dia acordares, talvez noutra encarnação, e te vires na penugem de um galo belo e orgulhoso. Cuidado….Há por ai velhas míopes.